CHEIO

A solução para as crises existenciais é mais de Deus e não menos. Sempre que alguém passa por um período difícil na vida a primeira coisa que faz é questionar a Deus. Por que Deus permitiu? Por que Deus levou aquele ente querido? Por que eu tive que passar por tais coisas? Onde estava Deus naquele momento difícil? E como conseqüência do questionamento ela se afasta de Deus. As provas da vida estarão sempre presentes enquanto vivermos. Ninguém vai passar pela existência sem ter tido desafios a enfrentar ou até situações duras. Quando estamos cheios do Espírito Santo é mais fácil encarar as situações até mesmo com alegria ou serenamente. Mas, na maioria das vezes, por negligência nossa, estamos sem comunhão espiritual quando os problemas chegam. Perceba que as pessoas que mais cobram de Deus são aquelas que estão mais vazias espiritualmente. E aquelas que vivem a plenitude da presença do Senhor em suas vidas, são as que mais compreendem as situações difíceis e entendem que essas mesmas situações acontecem por um propósito de benção de Deus para as suas vidas. A tua reação indica, então, o quanto você está vazio ou cheio da presença do Senhor. Paulo aconselha: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef. 5.18). A solução para as suas crises existências não estará, como nunca esteve, em embriagar-se para “esquecer” ou tentar conviver ou suportar a dor. Paulo aconselha a buscar o consolo, o conforto, a paz, o amor, o domínio próprio em uma busca maior de Deus. Ou seja, mais de Deus e não menos. Talvez você nunca tenha se dado conta de que o teu bem-estar está na razão direta da busca espiritual. Você nunca tem tempo para Deus e quer que Deus tenha todo o tempo para você. Você nunca se agrada de Deus e quer que Deus te abençoe assim mesmo. Que tal trocar uma vida dedicada aos prazeres do mundo, por uma vida em que o teu prazer estará em Deus? Nem pensar? Do que você então se queixa? Vazio ou cheio? Amargo ou feliz? Mais de Deus ou menos? Escolha, e depois desfrute do que você buscou.
Rev. Eduardo Atique Junior

Onde está a promessa da sua vinda?

Cada época possui a sua característica, em termos espirituais e culturais. E embora Jesus tenha dito aos Apóstolos no primeiro século da era cristã que a eles não competiam conhecer tempos e épocas (Atos 1.7), muito do que foi profetizado por Ele e pelos seus Apóstolos, foi para o tempo denominado como sendo “os últimos dias”. Estaríamos vivendo esse período de tempo profetizado? Precisamos conferir o que foi dito a respeito para formar uma convicção. Não vou deter-me aqui a analisar com profundidade todos os sinais e profecias comportamentais ou fenomenológicas com características escatológicas ou apocalípticas. Não é esse o meu propósito aqui. Mas, um dos sinais dos tempos mais evidentes é o que Pedro revelou: “Tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”. (2Pe 3.3,4). Quando os zombadores começarem a questionar o que para eles seria a demora na volta de Jesus, então se confirma que estaríamos vivendo os últimos dias. Porque esse questionamento não poderia acontecer em outra época? Por uma série de razões: Primeiramente o mundo precisaria conhecer a mensagem do evangelho. Como poderiam escarnecer daquilo que não conhecem? Em segundo lugar é necessário que ocorra uma apostasia em relação à fé cristã. Como um cristão verdadeiro iria zombar ou escarnecer de uma promessa do seu Senhor e Salvador? Essa apostasia se confirma pela frase: “escarnecedores andando segundo as suas próprias paixões”. Ou seja, deixaram a religiosidade e espiritualidade de lado e passaram a viver de modo mundano e carnal. Em terceiro lugar porque o escárnio não ocorreu em séculos anteriores. A cristandade passou por cismas e pelo surgimento de seitas e heresias. Muitas dessas “profetizaram” a volta de Jesus e frustraram seus seguidores e adeptos. Passou até mesmo pelo equívoco de acreditar que a volta se daria por ocasião do ano mil. Como resultado da decepção causada, surgiu o provérbio não bíblico de que “mil anos passará, mas a dois mil não chegará”. Nem nesta ocasião ocorreu uma situação de questionamento zombeteiro. Mas, não é o que veremos daqui por diante. A sociedade está em processo de transformação. O cristianismo aos poucos está sendo questionado em razão de escândalos. Os escárnios já se fazem sentir. Volta Senhor.
Rv.Eduardo Atique Junior

Mente ativa ou passiva?

O cristão é chamado a prestar um culto racional e espiritual ao Senhor (Rm 12.1; Jo 4.23). O que é um culto racional? É um culto inteligível, onde a minha mente está consciente de cada ato praticado na adoração ou oração. A pessoa entende o sentido da liturgia e medita conscientemente nas implicações que a mensagem proclamada da Palavra de Deus tem para a sua vida. É o logiken latreia ou culto lógico. E precisa ser celebrado com ordem e decência. Mas ele não pode ser formal, como os rituais judaicos ou pagãos. Somos seres espirituais e Deus é Espírito. Através da intercessão do Espírito Santo que em nós habita, adoramos a Deus espiritualmente. Adorar em espírito ou orar em espírito não implica em abrir mão da consciência. “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente” (1Co 14.15). O adorador não pode encontrar-se em um estado onde ele não sabe o que está orando ou não possui plena consciência de si mesmo no ato de adoração. A mente precisa estar ativa, sem que isso implique em excesso de racionalismo e formalismo. A emoção que é provocada por meio de técnicas psicológicas não é ação do Espírito Santo. Pior são as experiências místicas que estão sendo introduzidas no meio cristão sem discernimento espiritual ou pela Palavra de Deus. Na tentativa de procurar evidências da operação do Espírito Santo, alguns aceitam os ensinos heréticos e perigosos de “novas unções”. É “unção do Leão”, “unção dos quatro seres”, “unção do riso” e outras do mesmo gênero. Se a pessoa necessita procurar “evidências” ou alguma “unção” isso significa que o Espírito Santo não habita nela. E nesse caso, quando manifesta esse tipo de “unção”, ela perde a consciência do que está fazendo. O tal de “repousar no espírito” também pode ser entendido da mesma forma. O descanso no Senhor não é cair no chão inconsciente, mas é fruto da paz e certeza de que Deus ouviu a oração e está no controle da situação. As técnicas pagãs de meditação são baseadas no esvaziar a mente. Em sua maioria usam de vãs repetições (Mt 6.7), como os mantras. E mantras estão sendo introduzidos até em cânticos. Fique com a orientação de Paulo: “mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé” (1Tm 1.19).
Rv Eduardo Atique Junior.

Inveja

Ao descrever o primeiro homicídio, praticado por Caim contra o seu irmão Abel, o relato do livro de Gênesis mostra as conseqüências de fato do homem já não refletir o ser humano perfeito conforme foi criado por Deus. Caim sentia-se incompleto, sem vida espiritual e não sabia como ser agradável a Deus. Abel revelava um prazer imenso na comunhão com Deus e por isso recebia a aprovação do Senhor. A inveja não é para ser normal nos seres humanos, ela é uma anomalia espiritual. Mas, se tornou tão comum que ser invejoso é atualmente a regra, o padrão de comportamento típico na humanidade. Tanto é assim, que Paulo lista a inveja como um dos comportamentos típicos do homem sem Deus, carnal, sem comunhão com o Espírito de Deus (Gl 5.21). E completa: “Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” (Gl 5.26). Salomão diz que a inveja adoece: “O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Pv 14.30). Interessante que até mesmo a proclamação do evangelho pode ser feita por inveja: “Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade” (Fp 1.15). Para o invejoso, tudo é uma questão de disputa. Ele quer ser melhor do que a pessoa a quem ele inveja, mesmo que seja para provar que prega o evangelho de forma melhor, que alcança mais vidas, que tem uma Igreja maior, com mais membros. Paulo não se importa: “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade” (Fp 1.18). Mas, convenhamos, não é agradável ser alvo da inveja de quem quer que seja. Se o invejoso cuidasse de melhorar a si mesmo, isso seria até uma coisa positiva. Mas não é o que acontece. Ele não se contenta enquanto a outra pessoa não é destruída. Ele não suporta conviver com o sucesso, a estima e a influência que essa pessoa desfruta no grupo. Até Pilatos percebeu que o motivo dos sacerdotes quererem a morte de Jesus foi por inveja (Mc 15.9,10). E quando você pensa estar livre de algum invejoso, eis que surge outro, de modo que durante a vida inteira sempre haverá de conviver com esse tipo de pessoa. A única coisa que não pode acontecer é se tornar invejoso também. Que Deus livre a todos os seus filhos espirituais, não dos invejosos, mas de eventualmente se tornarem assim.
Rv. Eduardo Atique Junior

Beber da Rocha

Nas terras orientais, onde há muita areia, e onde no tempo de calor os raios do sol brilham com grande intensidade, como é grato ao viajante chegar a um grande rochedo, na sombra do qual ele pode descansar um pouco das fadigas da viagem! Às vezes sai da rocha uma pequena corrente de água cristalina e fresca, onde ele pode matar a sede. Ou se vier uma das tempestades repentinas tão comuns naquela terra, ele pode refugiar-se debaixo do despenhadeiro e estar em segurança. Assim, para o cristão, Jesus é a sombra no calor, o refugio da tempestade, o fundamento inabalável e a água da vida que sacia toda a sede da alma. “E beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo” (1 Coríntios 10:4). Como é bom encontrar um lugar de refúgio! O ser humano precisa de segurança espiritual. Precisa de conforto nas horas difíceis. Precisa de abrigo quando está em meio às duras provas da vida. Precisa mitigar a sede da alma. Tenho encontrado muitas pessoas aflitas, estressadas, angustiadas, exasperadas, perturbadas e cansadas. Viver não é fácil e muitas pessoas acreditam que podem carregar esse fardo sozinhas. Jesus se oferece para ser esse grande rochedo em nossa vida. “Vinde a mim, todos os que estais cansados” (Mt 11:28); “aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede” (João 4:14). Você pode continuar caminhando no deserto, sofrendo as intempéries da vida e recusando parar para descansar e mitigar a sede. Você diz não ter tempo para Deus, precisa continuar com o seu fardo e sofrimento diário. Acredita que não existe solução para a sua vida. Existe uma situação de orgulho nesta atitude: eu não preciso de Jesus!
Nessa teimosia a pessoa está disposta a caminhar até onde der. Só se rende quando não tem mais jeito. Quanto sofrimento ela evitará procurando refúgio nos braços amorosos de Jesus! E é de graça! “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22:17). Não é preciso fazer sacrifício, não é preciso dinheiro. Muitos acreditam que precisam merecer beber da fonte. Não acreditam que o Senhor oferece a qualquer que dela desejar. E para dela sempre beber é só caminhar com Jesus! Você merece ser tratado com respeito! No nosso meio, a água não é vendida. Venha e beba conosco! Caminharemos juntos firmados na Rocha, que é Jesus!
Rev. Eduardo Atique Júnior