Cada época possui a sua característica, em termos espirituais e culturais. E embora Jesus tenha dito aos Apóstolos no primeiro século da era cristã que a eles não competiam conhecer tempos e épocas (Atos 1.7), muito do que foi profetizado por Ele e pelos seus Apóstolos, foi para o tempo denominado como sendo “os últimos dias”. Estaríamos vivendo esse período de tempo profetizado? Precisamos conferir o que foi dito a respeito para formar uma convicção. Não vou deter-me aqui a analisar com profundidade todos os sinais e profecias comportamentais ou fenomenológicas com características escatológicas ou apocalípticas. Não é esse o meu propósito aqui. Mas, um dos sinais dos tempos mais evidentes é o que Pedro revelou: “Tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”. (2Pe 3.3,4). Quando os zombadores começarem a questionar o que para eles seria a demora na volta de Jesus, então se confirma que estaríamos vivendo os últimos dias. Porque esse questionamento não poderia acontecer em outra época? Por uma série de razões: Primeiramente o mundo precisaria conhecer a mensagem do evangelho. Como poderiam escarnecer daquilo que não conhecem? Em segundo lugar é necessário que ocorra uma apostasia em relação à fé cristã. Como um cristão verdadeiro iria zombar ou escarnecer de uma promessa do seu Senhor e Salvador? Essa apostasia se confirma pela frase: “escarnecedores andando segundo as suas próprias paixões”. Ou seja, deixaram a religiosidade e espiritualidade de lado e passaram a viver de modo mundano e carnal. Em terceiro lugar porque o escárnio não ocorreu em séculos anteriores. A cristandade passou por cismas e pelo surgimento de seitas e heresias. Muitas dessas “profetizaram” a volta de Jesus e frustraram seus seguidores e adeptos. Passou até mesmo pelo equívoco de acreditar que a volta se daria por ocasião do ano mil. Como resultado da decepção causada, surgiu o provérbio não bíblico de que “mil anos passará, mas a dois mil não chegará”. Nem nesta ocasião ocorreu uma situação de questionamento zombeteiro. Mas, não é o que veremos daqui por diante. A sociedade está em processo de transformação. O cristianismo aos poucos está sendo questionado em razão de escândalos. Os escárnios já se fazem sentir. Volta Senhor.Rv.Eduardo Atique Junior
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